Devin AI: guia completo para desenvolvedores
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Sou Monitora no Fórum da Alura e acredito muito no poder transformador da tecnologia, principalmente na educação. Me dedico aos estudos em Data Science enquanto atuo no fórum da Escola de Dados.
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Imagine um agente inteligente que atue como seu assistente no desenvolvimento de código, melhorando sua produtividade como Dev: esse é justamente o papel do Devin.
Neste artigo vamos explorar o que é essa ferramenta e como ela acelera o fluxo do seu trabalho, eliminando tarefas repetitivas e disponibilizando recursos avançados para agilizar sua rotina.
Neste artigo, trilharemos questionamentos sobre o que é Devin AI, como funciona, principais recursos, entre outros. Prepare o café porque te convido a ler sobre o seu futuro colega de equipe!
Desenvolvido pela startup Cognition Labs, uma empresa de pesquisa em inteligência artificial aplicada, o Devin é o primeiro agente que podemos chamar de engenheiro de software.
Lançado em março de 2024, ele vem se destacando pela capacidade de atuar de forma autônoma em tarefas complexas de engenharia de software.
Em essência, trata-se de um agente de IA projetado para planejar, executar e depurar projetos de programação, enquanto colabora com engenheiros humanos usando, por exemplo, o Github e/ou Slack.
Se é seu primeiro contato com o Devin, você pode imaginá-lo como um engenheiro de software júnior: você atribui uma tarefa (via ) e ele planeja, codifica, testa e corrige o projeto de forma autônoma.
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Scott Wu, CEO da Cognition, destaca que o Devin avança em planejamento de longo prazo, funcionando como membro efetivo de uma equipe.
Já imaginou ter uma IA fazendo parte do seu time como colaboradora oficial? =D
O Devin roda em um espaço isolado, como uma "sala fechada" só para ele. Lá dentro, ele tem:
E você pode interagir com ele de várias formas:
Prompts detalhados e com informações do que exatamente você precisa, é a chave para o Devin gerar um bom plano, então capriche!
Ele é metódico, então monta etapas de organização para trabalhar, elas são:
Criar uma conta nessa ferramenta é muito simples: basta acessar o site oficial da Devin.AI, fazer o login com uma conta ativa do Github ou Gmail e seguir com as configurações (o próprio site dá algumas dicas sobre como configurar).
Ah! Se na sua empresa já trabalham com o Cognition, basta solicitar permissões com eles ou com o seu líder. O acesso é via aplicativo web Devin.
A ferramenta não possui acesso gratuito. Atualmente, a Cognition Labs oferece três planos de assinaturas: Core, Team e Enterprise.
Os preços variam conforme o modelo escolhido e as necessidades da equipe. Abaixo, detalhei o que cada plano inclui:
Recursos principais:
Limites de uso:
Team
Enterprise

Consultando a documentação do Devin, podemos observar uma grande variedade de funcionalidades.
Para entender melhor seus principais recursos, criei uma lista com alguns destaques. Pega a caneta para anotar!
O Devin pode aprender novas tecnologias de forma independente e isso é realizado através das documentações e exemplos online que ele encontra. O que permite uma adaptação rápida a novas linguagens de programação ou frameworks.
Sabemos que atualizações ocorrem a todo momento no mundo da tecnologia e esse recurso facilita quando é preciso migrar, por exemplo, uma versão antiga de uma biblioteca para uma nova em seu projeto.
Esse é um dos mais estimados pela comunidade Dev, a capacidade de identificar, reproduzir e corrigir bugs em codebases.
Devin analisa padrões de código e executa testes automatizados em tempo real, o que reduz tempo de depuração.
Com a capacidade de construir e implantar aplicativos de ponta a ponta, desde o protótipo até o deploy em ambientes, como a AWS ele gerencia o ciclo completo, incluindo integração com APIs e otimização de desempenho.
Criando um `pull requests` com correções ou novas features, Devin pode contribuir para repositórios no Github. Um recurso que pode ser muito vantajoso na manutenção de projetos open-source, no qual Devin aprende com contribuições anteriores.
Um dos pontos fortes do Devin é sua capacidade de executar tarefas completas de forma autônoma.
Suponha que você tenha um projeto em Python 2.7, com dependências desatualizadas e testes quebrados. Em vez de gastar dias (ou semanas) na migração manual, basta instruir o Devin.
Por exemplo:
Migre este repositório para Python 3.11, atualize todas as dependências no requirements.txt, corrija incompatibilidades de sintaxe, rode os testes existentes e adicione novos testes para cobrir as mudanças. Publique um PR (`pull request`) com a migração completa.
Ele planeja, executa e entrega, em poucas horas, a tarefa está pronta. Legal demais!
Nos projetos sempre tem aquelas tarefas, como refatoração de código, que são repetitivas. É possível fazer a automatização dessa tarefa com Devin, liberando a pessoa desenvolvedora para focar em outras demandas.
Adotar o Devin como ferramenta na rotina de desenvolvimento é benéfico, assim como adotamos outras ferramentas de inteligência artificial para melhorar nosso desempenho em várias áreas.
E se eu te disser que o Nubank, gigante da fintech, já colocou o Devin para trabalhar em um dos seus maiores desafios técnicos?
O alvo? Um monólito ETL de 8 anos com milhões de linhas de código.
Uma refatoração extensa e intensa e os engenheiros puderam contar com a ajuda do Devin. Os resultados falam por si só, veja:
E como conseguiram isso? Ajustaram o Devin com exemplos reais de migração anteriores, o que dobrou sua taxa de conclusão e quadruplicou a velocidade de execução.
O Devin não substituiu a equipe, ele potencializou o time de Devs do Nubank, acelerando a modernização dos sistemas de dados e liberando as pessoas desenvolvedoras para outras partes do projeto.
Quer ver os detalhes técnicos? Leia o case o oficial: “Como a Nubank refatora milhões de linhas de código para melhorar a eficiência da engenharia com o Devin”.
Mas calma, termina esse artigo primeiro, coloque mais café na xícara e depois vai lá ler. Boa leitura!
A habilidade do Devin nos impressiona, mas não podemos esquecer que ele age como uma ferramenta em constante evolução.
A Cognition possui um time de especialistas dedicados no seu trabalho de aprimoramento.
Vamos ver algumas dicas para usá-lo da melhor forma possível no desenvolvimento e manutenção dos seus projetos de software:
O futuro do Devin envolve muitas evoluções como a integração mais profunda com IDEs e maior autonomia em live coding, na qual a IA auxilia em sessões de codificação em tempo real, uma tendência crescente com 75% de pessoas desenvolvedoras adotando IA em 2025, segundo o Gergely - O Engenheiro Pragmático.
Essas tendências incluem programação em linguagem natural, agentes autônomos para a prototipagem e colaboração humano-IA, sem a substituição total de devs. No vibe coding (live coding assistido), a IA pode tornar o processo mais fluido, com ferramentas como Devin evoluindo para suportar essas sessões colaborativas em tempo real.
Aproveito que estamos conversando sobre como a IA está transformando o ambiente de desenvolvimento, para indicar um bate-papo super legal do Gui Silveira e Paulo Silveira sobre Vibe Coding sobre o tema:
Chegamos ao final! Espero ter despertado sua curiosidade para mergulhar de vez na inteligência artificial e aproveitar todo o seu potencial.
Se quiser continuar essa conversa, você pode conhecer as novas Carreiras focadas em IA: Especialista de IA e Engenharia de IA.
Obrigada pela companhia no café e no aprendizado! Até o próximo artigo.
Estamos chegando ao final do artigo e é normal que surjam dúvidas sobre essa ferramenta. Listei algumas para ajudar você:
Ele suporta as principais com bastante êxito, por exemplo: Python, JavaScript, TypeScript, Java, Go, etc. Para linguagens pouco populares, a precisão pode cair inicialmente.
Sim! Ele roda na nuvem da Cognition e atualmente não há uma versão offline da ferramenta.
Não! Ele pode acelerar o desenvolvimento, compor a equipe, mas não deve substituir pessoas desenvolvedoras.
Sim. Ao concluir o projeto, ele gera um `pull request` ou zip com todo o projeto para realizar o download ou `merge`.
Tem. Esse limite vai variar de acordo com o plano escolhido para uso.